segunda-feira, 21 de março de 2011

"Ordem" de bombardeio à Líbia em terras brasileiras

Certamente a massa do povo brasileiro se encheu com o alvoroço encenado pela Globo. Pessoalmente, apesar de não acompanhar o noticiário televisionado, sentia os rumores da grande mídia e em passagem de olhos pela manchetes algo me incomodou de forma pontual:

Foi no mínimo irritante o fato do Sr. Obama ter autorizado o início dos bombardeios à Líbia no meio de uma reunião com nossa presidenta Dilma, aqui no Brasil.
Se bem que... creio que tenha se tratado apenas de formalidades, pois o presidente dos EUA não é exatamente esse ser de poder em seu país. Mas considerando o perfil do Brasil e sua situação de visitante foi sem dúvida uma falta de respeito.



Rafaela Cruz



Abaixo o artigo do Zé Dirceu:


"Zona de exclusão", novo nome de invasão - Zé Dirceu

É, invasão e bombardeio, agora, mudaram de nome e chamam-se "zona de exclusão aérea". Refiro-me, obviamente, àquela história de "zona de exclusão aérea" apovada 6ª feira pp. pelo Conselho de Segurança da ONU, pura balela, mera chancela da Organização para a invasão e bombardeio da Líbia, decididos já muitos dias antes.

Desde sábado, não há mais como esconder o óbvio: "zona de exclusão aérea" é eufemismo puro, o que as potências desenvolvidas querem - EUA à frente - é bombardear a Líbia. O presidente Muamar Kaddhafi anunciou, na 6ª feira mesmo, haver adotado o cessar-fogo e até pediu uma comissão internacional para fiscalizar a medida.

O que vimos? EUA e potências não quiseram nem saber. Despejaram bombas e mísseis na Líbia - 110 mísseis só no sábado, nas primeiras horas do ataque desfechado por EUA, França, Inglaterra, Itália e Canadá. Ontem (domingo), Kaddhafi garantiu que adotava novo cessar fogo. Que nada, sem inspeção externa ou destes próprios aliados, eles continuam despejando bombas por mar e ar na Líbia.

Obama interrompe reunião com Dilma para ordenar bombardeio

Aliás, o presidente dos EUA, Barack Obama autorizou o início dos bombardeios - decididos há muito tempo, independente do que Kaddhafi fizesse - exatamente no momento em que tinha a única audiência reservada de uma hora com a presidenta Dilma Rousseff e recebeu um bilhete de sua assessoria.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, em Paris, ao lado de governantes da França, Inglaterra, Itália e Canadá animava o circo. Obama pediu um minuto à presidenta brasileira e na volta disse que autorizara o bombardeio da Líbia.

O resultado é trágico: a morte de civis. A ponto de a Liga Árabe - integrante da coalizão de países aliados - protestar. Algo mais ou menos na linha "êpa, a morte de civis não estava no combinado..."

Direitos humanos no Bahrein, Iêmen e Síria, como ficam?


Vale lembrar que o Bahrein continua invadido; o Iêmen rebelado e reprimido; e na Síria, 10 mil manifestantes protestaram no sepultamento dos 5 rebeldes mortos num ato da semana passada, numa cidade a 100 km de Damasco.

Assim, e a propósito: o Conselho de Segurança, EUA e aliados vão aprovar "zona de exclusão aérea" para proteger os direitos humanos da oposição e da população civil no Bahrein, no Iêmen e na Síria?

Fonte:

Um comentário:

  1. Pois é...o que a mídia fez foi espetáculo midiatico com a visita de Obama. A Globo fez papel de assessoria de imprensa da Casa Branca, a transmissão da Globo News dava até nojo. Enfim...a visita de Obama chama-se pré-sal! E que ele volte pra terra do Tio Sam e deixe o Brasil em paz. Americano, do Norte, só quer tirar do Brasil. Ajudar que é bom, nada!

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